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Segundo Simpósio de Acessibilidade da AEMS traz palestra sobre preconceito e necessidade de conscientização

29/09/2017 - 23:09

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Na noite de segunda-feira (25) a AEMS - Faculdades Integradas de Três Lagoas - realizou a segunda edição do Simpósio de Acessibilidade, com palestra do professor universitário, deficiente visual, Eder Pires de Camargo. O evento foi aberto à alunos de diversos cursos da faculdade e também ao público geral.


O simpósio foi organizado pelo Núcleo de Acessibilidade da AEMS, composto por uma equipe multidisciplinar, com docentes e discentes de diversas áreas que busca sempre planejar e organizar ações institucionais para a promoção da acessibilidade.


O palestrante principal foi Eder Pires de Camargo, livre docente em ensino de física, graduado em física e mestre em Educação para ciência. Eder é deficiente visual e falou sobre dificuldades que enfrentou e situações de preconceito. Em clima descontraído, Eder dividiu histórias cômicas de sua jornada como deficiente físico e divertiu a plateia com canções.


O docente também impactou, com indagações e lições. “Deficiência visual não é um fenômeno nos olhos. Deficiência visual é uma construção social. O mundo foi construído para o homem, branco, heterossexual, não deficiente e magro”, afirmou.


Eder desafiou os presentes constantemente, ao contar histórias sobre preconceito vivido, e ao questionar a maneira como a sociedade encara a deficiência e o preconceito. “Nós temos que construir uma sociedade que não existe. Nunca subestime o potencial dos outros. E você, que sente que tem uma dificuldade, não fuja dela. É nela que está a sua superação”, finalizou.


O evento também contou com a apresentação da música “A Paz” em libras, por alunas do curso de pedagogia, além da venda do livro de Eder Pires, “Do fundo da sala à livre docência: Superações e limites de um professor de física cego imerso na cultura de videntes”.


Uma trilha sensorial foi feita por alunos de vários cursos no dia 26 de setembro. A trilha despertou o interesse dos discentes da AEMS. Para uma das organizadoras, a aluna de psicologia, Paula Silva, “a construção agregou conhecimento multidisciplinar em prol de uma mudança social através da tomada de consciência dos desafios das deficiências em nosso cotidiano”, finaliza.

Assessoria de Comunicação AEMS

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